sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Contemplação


Linda obra da criação
Cartão postal, natureza magnífica
Sombra, Sol, mar, maravilhas
Além da metafísica

Dias que passam
Velozes como o vento
Mundo de esperanças
Que não pode parar

Fadigas cotidianas, 
Na fé a superar.
Aprendendo a caminhar com o tempo.

Contemplar o belo com o canto
Felicidade num sorriso aberto
Alegria verdadeira que vem do Espírito Santo.

Pe Wetemberg Aires - 14/09/17


sábado, 22 de abril de 2017

Confiança, Fé e Coragem





Coragem vem antes da Fé ou é a Fé  que vem antes da coragem? Entendi que Fé é certamente um ato de coragem. Para tanto, trago São Jorge, mártir de fé sólida e corajoso na  batalha pela verdade de Deus.
Ao ler a história de São Jorge do livro " São Jorge, O Poder do Santo Guerreiro", tomei um murro na "boca do estômago". Vi o quanto eu era fraca em minha fé. Cristã desde o batismo, vi-me covarde diante da coragem deste Santo ao testemunhar a verdade de Deus, senti vergonha.
Assim, dois episódios de tortura a São Jorge, perseguido pelo imperador Diocleciano, fizeram-me  repensar a cristã que era. O primeiro episódio que me fez “baquear”  foi quando o açoitaram com nervos de búfalo, até que fosse desfeito seu corpo. “A cada chicotada, Jorge entoava louvores a Deus, cantava, proferia preces, e com a cabeça fazia o sinal da cruz".  De seu corpo vertia sangue e Jorge, contudo diz: “A dor não deve interferir na fé, pois a dor pertence aos sentidos, e a fé, ao espírito”[1].  Aconteceu , assim, um silêncio em minha alma.
Momento do murro na "boca do estômago", quando a Jorge foi dado veneno para beber. Confiante bebeu. Esperaram a sua morte. Porém, Nada ocorreu. Espantados  e incrédulos, duvidaram.Jorge diz: "(...) não cairá um só cabelo de vossa cabeça, se Vosso Pai que está no Céu não o permitir." O nome disso? Confiança na  Promessa do Pai a todo aquele que   proclama o seu Nome[2]. Conversão da minha alma!
O homem Jorge, agora São Jorge és para mim um exemplo de Confiança  Fé e Coragem.  Advindos da sua constante oração, louvor e entrega a  verdade de  Deus.

Salve, São Jorge!!!


Norma Vieira.
São Paulo, 22 de Abril de 2017.






[1] MENGALI. São Jorge, o Poder do Santo Guerreiro. p 48.
[2] Ibid. p.50.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

São Paulo 463 Anos

São Paulo 463 anos

Cidade dos arranha céus; cidade cultural,
cidade do lazer, cidade da comida, cidade do prazer...

Cidade do trânsito,  cidade das gentes,  cidade da fé, cidade das enchentes...

Cidade da periferia, cidade do centro, cidade do sol, da chuva e da garoa,  cidade do futebol...

Cidade do trabalho de dia e da noite, cidade da violência, cidade da paz, cidade que  não dorme  jamais...

Cidade  que lutamos, cidade da diversidade,  cidade que moramos. Oh  São Paulo,  nós sempre te amamos.

Padre Wetemberg Aires  25/01/2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

O que é?

O que é...?

O que é o Amor?
A verdade que nasce do coração.
O que é o louvor?
Erguer os braços num momento de emoção.

O que é o sorrir?
A alegria de amar.
O que é o seguir?
Caminhar sem se cansar.

O que é o viver?
O plano de Deus aderir.
O que é o acender?
Uma luz que em mim vai agir.

O que é o céu?
Uma obra do criador.
O que é o fiel?
Alguém que crer no Salvador.

Amar para sempre louvar
Sorrir para sempre seguir
Viver para sempre acender
Céu para sempre ser fiel.

Padre Wetemberg Aires  07/01/17

sábado, 31 de dezembro de 2016

Graças sobre Graças

Na plenitude do Verbo, recebemos Graças sobre Graças. É o que nos diz o prólogo do Evangelho de São João. 

No último dia do ano de 2016, não nos resta outra coisa a fazer como cristãos, que é se colocar em atitude de agradecimento. As graças de Deus acontecem de acordo com as necessidades e capacidades de cada ser humano durante a caminhada de vida. Neste sentido, já se tem uma preparação para receber tais graças no ano que se aproxima.

Quais as Graças que recebi neste ano? Um novo emprego? Passei no Vestibular? Tive a cura de uma enfermidade? Recebi a graça do perdão misericordioso de Deus diante do pecado? Recebi a luz para avançar no caminho da santidade?

Como é bom, caríssimos irmãos e irmãs, receber a luz que é o próprio Filho de Deus feito Homem. Infelizmente, em 2016, muitos não quiseram enxergar essa luz e, ainda, não aceitam que Deus se encarnou. Essa falta de luz leva às trevas e a destruição de inocentes, como no Terror que ceifa vidas em vários cantos do mundo; nos conflitos bélicos que roubam a infância alegre de nossas crianças, como se vê em Aleppo; na violência urbana das grandes cidades; na corrupção escancarada e na ganância pelo poder.

Entretanto, temos a Igreja. O dom e o mistério de pertencer a Igreja tem como única garantia, a fidelidade à Palavra de Cristo, humilde, e em permanente busca da verdade. Recusar a Igreja é recusar a Cristo e seu Evangelho. O verdadeiro discípulo de Jesus rende graças por pertencer a sua Igreja.

Uma coisa é certa, durante todo este ano de 2016 e por toda a vida, até aqui, fomos guiados por Deus. Devemos dizer obrigado Senhor por tudo o que fizeste a mim, obrigado Senhor pelo dom da vida, obrigado Senhor pela minha família, obrigado Senhor pelo meu lar, obrigado Senhor por minha Igreja, obrigado Senhor por minha vocação, obrigado Senhor pelos sorrisos ao longo do ano, obrigado Senhor pelas lágrimas que derramei, obrigado 2016 por fazer parte de minha existência.

Que em 2017, possamos ter vida nova e um mundo melhor, repleto do Amor, de luz e da paz necessária.

Um Feliz e abençoado 2017.

Padre Wetemberg Aires de Oliveira
31 de Dezembro de 2016


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Lágrimas

João, rapaz pobre da periferia paulistana.  Aos vinte e poucos anos trabalhava como ajudante de pedreiro em uma obra no centro. Quieto, gostava de tomar uma cervejinha, nas horas de folga, com os amigos. Estudou até o ginásio, mas gostava de ler o que via pela frente. João Morava sozinho numa casinha simples de dois cômodos. Seus pais moravam no sertão baiano.

Certo domingo de inverno, João decide perambular pelas ruas da cidade. Com uma jaqueta azul marinho, calça jeans desbotada, camisa polo e sapato preto, ele caminha sem rumo nos calçadões da vida.

João Contempla a beleza gótica da Catedral da Sé, e ao sair dali se depara com uma garotinha de uns nove anos. Sozinha e trêmula está encostada ao lado da escadaria da igreja. João fica com remorso, vai numa lanchonete ao lado e compra pão e café com leite, e leva até a criança. A menina nada diz, mas uma pequena lágrima escorre em sua face. João segue seu caminho.

João se encontra agora ao lado do Páteo do Colégio. Ali o início de tudo na então vila de São Paulo.  Depois de apreciar a bela paisagem urbana, ele vê um mendigo deitado num banco. Ao se aproximar, o morador de rua senta no banco e chama João.
-Moço faz uma oração pra mim? João segura nas mãos dele e reza um Pai Nosso e uma Ave Maria. Enquanto João reza, uma lágrima desce sobre a bochecha do mendigo. João levanta e vai embora.

Mosteiro de São Bento. Mais uma vez João se encontra a apreciar a beleza sacra daquele templo em meio à selva urbana.  João entra no momento em que se celebra a Missa em canto gregoriano. Senta-se ao lado de uma senhora. No momento de ação de graças, João percebe uma lagrima no rosto da mulher, que de súbito e repleto de emoção abraça o pobre rapaz. Terminada a Missa João decide retornar ao seu singelo lar.

Ao se aproximar do portão de casa, um pingo de chuva bate em sua cabeça escorrendo pelo seu rosto. João percebeu que aquele pingo de chuva era Deus que chora e se preocupa com seus filhos João olha pra cima e percebe as nuvens se abrindo. João entra e senta em sua cama de solteiro, três lágrimas caem de seu rosto. As nuvens se abrindo significou para João a Luz, o fazendo lembrar-se de uma frase do saudoso padre Léo, que dizia: “Quem chora em Deus não se afoga em suas Lágrimas”. João deitou-se e dormiu feliz.
Padre Wetemberg Aires de Oliveira

                                                                                                            

sexta-feira, 1 de julho de 2016

ABRAÇO DA PAZ!


“Todo aquele que pretende ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus...” (Tg 4,4).

É preciso fazer de seu mundo, o mundo de Deus. Misericórdia, perdão, conversão, alegria e salvação. Este é verdadeiramente o mundo do Senhor. Quando sentimos ódio, rancor, raiva, inveja e ciúmes, estamos cada vez mais nos afastando do Pai. Então o que fazer para acolher o mundo de Deus em sua vida?

Primeiramente, lembrar-se daquele gesto singelo realizado na missa, após o Pai Nosso: o Abraço da Paz. Quando este gesto é feito somente com o coração repleto do Espírito Santo e imbuído de fraternidade é sinal de que esta paz faz você ser um amigo de seu irmão e consequentemente amigo do mundo de Amor proposto por Jesus. O abraço da paz torna-se assim um momento de acolhimento, de aproximação e até de reconciliação.

Em um segundo momento contemplemos o Cristo, abraçar e acolher as crianças. É Jesus reconhecendo que por intermédio de nossas fragilidades, simbolizadas nas crianças, Ele está sempre por perto para nos proteger com seu abraço e carinho: “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo não a mim, mas àquele que me enviou” (Mc 9,37).

Portanto, queridos irmãos e irmãs, nos tornemos amigos de Deus, tendo a coragem de levar Paz ao próximo com um abraço Fraterno.

Padre Wetemberg Aires de Oliveira



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